Ah,
se eu pudesse acalantar o meu enfado
nesses
teus laços, no teu leito, tua trilha,
sorver
a brisa que desliza no meu fado
de
tão somente imaginar-te a maravilha...
Ah,
se eu pudesse abandonar-me em tua ilha
e
desnudar-me em tal recanto abençoado,
saltar
ao sol que há no teu corpo, que rebrilha
e
que me aquece e me arrebata extasiado...
Ah,
se eu pudesse acarinhar-te o delicado
e
nos meus mares conduzir a tua quilha,
voar
bem alto como voa todo amado,
sugar-te
a água, ir beber em tua bilha...
Mas
minhas asas não alcançam, tão pequenas,
o
céu de estrelas em que moras, luz serena!
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